Nesse mês eu celebro 8 anos como consultora de estilo e a newsletter se atualizou para essa nova fase, mudando de nome: Estilo em Presença!
O foco é trazer reflexões reais sobre como a gente ocupa o espaço profissional, sem fórmulas prontas e com aquele olhar apurado de quem vive isso no dia a dia.
Nessa primeira edição, quero dividir uma história minha: quando comecei a me vestir “menos” para me encaixar no trabalho…

O erro disfarçado de estratégia
Quando entrei no meu último emprego na área administrativa, ainda estagiária, achava que precisava parecer mais velha, mais experiente…afinal, meus colegas tinham a minha idade só de experiência e tempo de empresa!
Sem perceber, comecei a me vestir como uma imitação deles. Achava que precisava “parecer pronta”, mesmo que não estivesse.
Mais tarde, quando mudei de área e já estava mais segura, o cenário era outro… mas o meu erro continuava o mesmo: dessa vez, comecei a me vestir “menos”: menos salto (que na época eu adorava), menos estrutura, menos presença, para não destoar do grupo. Parecia uma escolha leve, inofensiva, mas não foi bem assim!
Na época, achei que era sobre adaptação, hoje, vejo que foi sobre contenção mesmo. E olha só: não existia um código de vestimenta oficial na empresa, mas ele estava ali, ainda que nas entrelinhas e criado inconscientemente pelos próprios colaboradores. Quem mudava um pouquinho logo passava o dia ouvindo perguntas e brincadeiras dos demais…😅
Aos poucos fui me sentindo menos potente, menos eu. Me misturei tanto que fiquei invisível e comecei a desacelerar internamente também. No fim eu não perdi só estilo, perdi presença, clareza, ritmo…e claro, oportunidades também!

Afinal, é possível se vestir de você mas se adequar ao trabalho?
É aqui que muita gente se engana: não estou dizendo que devemos ignorar o contexto, pelo contrário! Isso seria no mínimo, ingênuo!
A roupa comunica, a frase é clichê porém segue verdadeira e a forma como você se apresenta pode abrir ou fechar portas, pois há códigos sociais e profissionais sendo lidos o tempo todo. É parte do jogo, gostemos ou não.
Mas isso não significa que sua identidade precisa sair de cena toda vez que você entra numa sala! O que defendo (e o que aplico nas minhas consultorias há 8 anos) é um outro caminho:
- Um visual que respeita o ambiente sem silenciar quem você é.
- Uma imagem profissional que não soa montada, mas também não te deixa invisível.
- Uma estratégia de vestir que não te pede licença pra existir, mas que te sustenta quando você chega.
Será que você está “diminuindo” demais seu estilo?
Às vezes, a gente nem percebe quando começa a abrir mão da autenticidade pra se encaixar melhor no ambiente. Por isso, listei 5 perguntas que podem ajudar a identificar se isso está acontecendo com você, para que assim, quando chegar a hora de cuidar da sua imagem, você faça isso de um jeito consciente, sem abrir mão do que te fortalece:
- Você evita usar peças que gosta por medo de parecer “fora do lugar”?
- Já trocou uma peça por algo mais “discreto” só para não chamar atenção?
- Sente que seu estilo não está falando de quem você é ou para onde quer ir?
- Tem dúvidas se seu visual condiz com a posição que ocupa ou deseja ocupar?
- Se pega pensando mais em agradar os outros do que em se sentir confiante?
Se respondeu “sim” para alguma dessas, fica aqui um convite para olhar seu estilo com mais atenção e pensar no que é possível se adaptar sem se apagar!

Para finalizar (e pensar):
Se vestir “menos” pode parecer estratégico. Mas, em muitos casos, é só insegurança disfarçada mesmo. Quem nunca teve medo de destoar, de parecer “querer demais”….
Só que querer se vestir pra presença, pra cargo, pra futuro… não é exagero, é visão! E tudo começa no espelho, antes mesmo de virar postura, fala ou reconhecimento.
E você já se pegou diminuindo seu estilo para caber melhor em algum ambiente ou deixando sua imagem “mais simples” pra não atrair comentários ou julgamentos? Me conta!
Se quiser entender como anda sua presença visual, sem fórmulas prontas e com um olhar alinhado à sua identidade, uma boa forma de começar é pelo Diagnóstico de Presença Visual: uma análise direta e sob medida para profissionais que desejam alinhar o que vestem ao que representam, que desenvolvi após 8 anos acompanhando trajetórias reais, como a sua! Quer saber mais? Entre em contato.
